quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Muitas pessoas se apaixonam muitas vezes na vida.
Mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Life doesn't suck anymore.
Estou ouvindo Outkast enquanto escrevo uma matéria, e tudo turned into something marvellous!!! :oP
Sério: Outkast é muito bom. Acho que não vou me arrepender de ter comprado um CD tão caro...
terça-feira, fevereiro 10, 2004
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
domingo, fevereiro 08, 2004
Alguém aí já foi a Morro de São Paulo, na Bahia? Hoje, fuçando em blogs, eu descobri o endereço do site oficial da ilha, que achei bem bacana.
Fui pra lá em 1996, quando pouca gente falava sobre o lugar. Na verdade, nem eu sabia que existia. Estava em Salvador, visitando meu amigo Wagner (aliás, na época, ele trabalhava ainda com jornalismo e fazia algumas peças de teatro) e conhecendo a maravilhosa família que ele tem. A sugestão foi dada por uma amiga, e eu topei.
A viagem de quatro horas até lá foi enjoativa. De lancha, dava pra chegar em uma hora e meia, mas era muito caro. Preferimos uma embarcação comum. Em compensação, a beleza das praias – chamadas número 1, 2, 3 e 4 – era fantástica. Não sei como está agora, mas espero que estejam preservando a natureza lá.
Me assustei dois anos depois, em 1998, quando vi matéria na Veja falando que a ilha tinha virado point da moda. A tendência, quando isso acontece, é de o lugar virar uma Porto Seguro da vida e perder todo seu encanto de local nativo, de coisas simples, de bicuíras atendendo sem frescura nos bares à beira-mar. Tomara que continue encantadora como era em 1996. Quando eu tiver dinheiro, quero voltar lá.
Incrível como me identifico com o que escreve esse tal de Marcelo Camelo... Tu também? Sério?
CASA PRÉ-FABRICADA
(Marcelo Camelo)
Abre os teus armários eu estou a te esperar,
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar,
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca
Mais vale o meu pranto que este canto em solidão,
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela a Primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar,
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
Sexta-feira, dia de fazer compras!!!!!!!!
(eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee)
Com a casa completamente desprovida de todos os itens possíveis – desde amaciante de roupas, passando por papel higiênico e sabonete até óleo de cozinha e arroz –, hoje eu fui à forra!!
Peguei meu carrinho que as vovós usam para fazer compras no súper e me mandei pro Zaffari, na Lima e Silva. Infelizmente, é impossível fazer rancho no Nacional, que fica praticamente ao lado do meu edifício e facilitaria muito a minha vida (pois ainda não tenho carro) porque a qualidade e variedade dos produtos quase sempre não é a que eu espero. Ei, não tô ganhando nada do Zaffari por essa propaganda, ok? :oP
Bem, a cena cômica foi o retorno pra casa. Eu fiquei durante duas horas comprando. Me divertindo horrores, apesar dos sintomas de uma certa ressaquinha que insistia em mostrar que estava lá.
ÓBVIO que não coube tudo no meu carrinho!!!!!!! As sacolas mais pesadas eu coloquei no carrinho, e as outras, levei na mão. O único pensamento que eu tinha no trajeto via República era "tomara que não passe nenhum conhecido". Muito ridículo, eu tentava aparentar que tava levando tudo aquilo numa boa, mas dei graças a Deus quando cheguei em casa!!
Músculos dos meus pobres braços fracotes doíam horrores. Depois, arrumar toda aquela bagunça. E, apesar de eu ter comprado MUITAS coisas, a impressão deprimente que tive ao tirá-las do carrinho era de que pareciam tão pouquinhas...
Bem, acho que vou ficar um mês sem precisar fazer rancho de novo.
Droga, esqueci de comprar leite!!! Que tonga!
Estou com dois hematomas – um deles, monstruoso – nos meus braços. Pareço uma drogada, mas na verdade essas são as marcas da retirada de sangue pro exame de medula óssea (a enfermeira falou que minha pele é muito clara e, portanto, mais suscetível a ter huuuuges hematomas).
A Fê, que eu conheci através do blig do Lace e que mora em São Paulo, fez o exame também, mas no Hemocentro de lá. Mui bacana essa história de os hemocentros de todo o país serem interligados. Mais chances de cura para os doentes.
Alias, olhando agora o blig do Pipos, descobri que ele tem mais informações sobre a doação que podem ser úteis e motivadoras para quem acessa esse blog aqui:
Aqui vão mais detalhes sobre a doação de medula óssea.
Em Porto Alegre, o teste pode ser feito no hemocentro na Secretaria da Saúde, com marcação do exame pelos fones (51) 3217.1616 ou (51) 3219.1900, ou no Hospital Dom Vicente Scherer, no fone (51) 3214.8670 (de 2ª a 6ª das 8:00 às 16:30hs).
Vale lembrar que será retirada uma pequena quantidade de sangue, que será analisada geneticamente e enviada para o Banco Nacional de Doadores de medula. Ou seja, você não vai doar a medula já. Você só vai doar se por acaso aparecer alguém compatível com você, o que pode ser amanhã, em um mês ou em dez anos.
A retirada da medula também não traz nenhum risco ao doador, além de o órgão se recuperar totalmente em menos de duas semanas.
Para quem não mora em Porto Alegre, o site da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, www.leucemia.org.br, informa outros locais onde o exame pode ser feito, bem como traz informações sobre a doença e outras formas de ajudar.
Tenho que comprar Hirudoid, sugestão do Bob Garden.
Tão muito feias essas manchas.
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
Kid A
(Radiohead)
I slipped away
I slipped on a little white lie
We've got heads on sticks
You've got ventriloquists
We've got heads on sticks
You've got ventriloquists
Standing in the shadows at the end of my bed
Standing in the shadows at the end of my bed
Standing in the shadows at the end of my bed
Standing in the shadows at the end of my bed
Rats and children follow me out of town
Rats and children follow me out of their homes
Watch it
Adoro essa banda. A minha música preferida deles é essa logo aqui abaixo (a letra é bem a meu gosto):
Creep
(Radiohead)
When you were here before
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
And I wish I was special
You're so fuckin' special
But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.
I don't care if it hurts
I want to have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
When I'm not around
You're so fuckin' special
I wish I was special
But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.
She's running out again,
She's running out
She's run run run running out...
Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fuckin' special
I wish I was special...
But I'm a creep, I'm a weirdo,
What the hell am I doing here?
I don't belong here.
I don't belong here.
Ainda sobre o exame de medula óssea...
Essa dica é da Fernanda (http://coracaoleviano.blig.ig.com.br/), bem importante. Valeu, Fê!!
E não esqueça...pode fazer no hemocentro de qualquer cidade. No site www.inca.gov.br tem um telefone 0800 onde dá para se informar sobre o local para exame em sua cidade. É algo legal, não só pelo Pipos, mas tb pq o exame fica num banco nacional, e se for detectado qq caso compatível com a sua medula, eles te acionam. A probabilidade entre não irmãos é de 1 em mil, mas vai saber, né?! Pode salvar o Pipos ou outras pessoas, e pela falta de informação, o banco de doadores de medula ainda é meio pequeno...
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Hoje fui ao Hemocentro para fazer o exame de medula óssea. Iria ficar realizada se a minha fosse compatível com a do Alexandre Lace, mas só vou saber disso em, no mínimo, duas semanas.
Queridos amigos, o exame é uma baba. Muito fácil de ser feito. É necessário preencher uma ficha com dados pessoais e, em 10 minutos, eles te tiram até 10ml de sangue e pronto, acabou. E vocês podem salvar uma vida com um ato tão, mas tão simples. Custa nadinha.
Reiterando: para marcar o exame, é só ligar para (51) 3217-1616. A realização do mesmo é feita no Hemocentro, na Avenida Bento Gonçalves, 3722.
Mais detalhes: não precisa estar em jejum, pode ter bebido na noite anterior, sem problemas, porque o exame é de material genético. Tem de estar apenas em boas condições de saúde.
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
Sábado passei meu último dia no sítio. Na verdade, uma casinha de campo com piscina e horta que era do meu pai, localizada no Guaíba Country Club, em Eldorado do Sul.
Lugar adorável por muitos e muitos anos, era muito bem cuidado pela minha mãe (responsável pela limpeza e organização da casa em si) e pelo meu pai (que assumia a mesma função, porém na parte externa: gramado, horta, piscina). Com as tarefas divididas, tudo era maravilhoso naquele lugar tão especial, que foi comprado quando meus irmãos – hoje com 37 e 41 anos – ainda eram pré-adolescentes.
Nos últimos anos, porém, o lugar virou motivo mais de preocupação do que de lazer. Minha mãe, que é portadora do Mal de Alzheimer, parou de cuidar de qualquer coisa. E meu pai, sozinho, não podia fazer tudo ao mesmo tempo. Ou seja, ele continuou cuidando da parte que lhe cabia, mas, para a casa, não dava muita atenção. A falta de grana também acabou com planos de reforma. A casinha ficou meio abandonada.
Some-se a tudo isso a incapacidade de minha mãe para acionar algum filho caso meu pai tivesse algum problema de saúde no Guaíba – em boa parte das vezes, os dois iam sozinhos para lá, e nenhum deles é mais criança. Ô doença implacável essa da minha mãe. Simplesmente as coisas vão se apagando na memória, nem do telefone da própria casa ela lembra. Aliás, ela desaprendeu a discar um número, a fazer ou atender uma ligação. É bem assim.
É triste ver uma história toda se perder no passado, simbolizada através da venda do sítio. Chorei, sim, não apenas porque nunca mais iremos para lá, família toda reunida em volta da piscina tomando chimarrão e comendo churrasco, mas porque isso significa uma mudança forçada. Fiquei com dois corações...
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